domingo, 9 de setembro de 2012



QUANDO ME FALTAS

Quando me faltas,
deserta o ar,
fogem-me as esperanças,
soterram-se os dias,
aglomeram-se os pensamentos,
oculta-se o sonho
e sob as pálpebras do silêncio
Dorme o tempo, 
amparando a ausência.

Quando me faltas,
pássaros e estrelas dispersam-se.
Escuridões amarram-me à imensidão,
abandona-me a sede de versos
atam-se os verbos em minhas mãos.
Carícias vagueiam, desalinham-se
e meu desejo perambula pelo universo,
em viagens e pensamentos vãos...

Quando me faltas
Despeço-me de mim
Fico sem começo, nem fim.
Consumido em eternos círculos,
Findam-se as perguntas,
Vai-se a curiosidade
Desbota-se o céu, arrefece meu olhar.
Disfarço-me em sorrisos de neve

Quando me faltas
escapa-me a seiva da vida,
o coração tem lapsos de pulsar.
Voam para longe os crepúsculos,
Distanciam-se as alvoradas...
Submeto-me sem passaporte
Às fronteiras que te guardam
E no vento da saudade, 
levo meus passos...


J.B Xavier & Fernanda Guimarães




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